quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Mais uma tira
Meu amigo Flávio quis saber se eu queria colaborar com o jornal "Ô, Xavante!", produzido por alunos da Unicamp, em sua maioria do Instituto de Artes. Topei tentar fazer umas tirinhas, e essa foi a primeira. Não ficou muito bem acabada porque foi feita com um pouco de pressa. Ainda não enviei para o povo que edita o jornal, mas espero que dê tudo certo.
Não consegui colocar um tamanho que fique bom para visualizar direto da página do blog então, clickem na imagem e sejam felizes!
Aquele abraço!
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Ode ao Pinto
O pinto que é pinto não é só pinto.
Ele é com o corpo.
Não paira o pinto no espaço, como um cometa triste.
Não é pau pra dar paulada.
Também não é o pinto espada - ele não corta!
É um cogumelo viril que brota!
É um pinto alegre, que nos sorri sem boca.
É uma festa, um monumento em torno do qual o corpo dança.
É o playground de tanta criança.
É, quando muito, serpente majestosa:
não morde: mordisca
assim como quem dá uma beijoca ou duas.
Assim é o pinto...
Sempre junto do saco, seu fiel mochileiro,
ele repousa entre os arbustos de uma relva pubiana,
sem se importar com opiniões flácidas a seu respeito,
sempre pronto a inflar-se de novo ânimo ao pintar
um par de pernas passeando perto.
O pinto que é pinto ama, não come.
É vegetariano.
E também músico!
Rege uma sinfonia extensa de gemidos úmidos e suspiros calorosos,
encerrando-a, se preciso, numa apoteose de notas gotejantes.
Ele é com o corpo.
Não paira o pinto no espaço, como um cometa triste.
Não é pau pra dar paulada.
Também não é o pinto espada - ele não corta!
É um cogumelo viril que brota!
É um pinto alegre, que nos sorri sem boca.
É uma festa, um monumento em torno do qual o corpo dança.
É o playground de tanta criança.
É, quando muito, serpente majestosa:
não morde: mordisca
assim como quem dá uma beijoca ou duas.
Assim é o pinto...
Sempre junto do saco, seu fiel mochileiro,
ele repousa entre os arbustos de uma relva pubiana,
sem se importar com opiniões flácidas a seu respeito,
sempre pronto a inflar-se de novo ânimo ao pintar
um par de pernas passeando perto.
O pinto que é pinto ama, não come.
É vegetariano.
E também músico!
Rege uma sinfonia extensa de gemidos úmidos e suspiros calorosos,
encerrando-a, se preciso, numa apoteose de notas gotejantes.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Falta do que fazer
Nade, peixinho! Nade!
...
Ok, eu fiz essa besteirinha aqui faz muito, muito tempo, e nunca quis postar por razões óbvias referentes a qualidade gráfica e criativa. Mas o blog está parado há muito tempo e eu queria, na verdade, era dizer (para ninguém, porque as pessoas só leem isso quando eu posto algo novo e mando o link) que eu não estou tão improdutivo criativamente nos últimos tempos. Acontece que nem tudo que eu produzo eu acho cabível de colocar aqui, e algumas coisas que eu produzo eu gosto de deixar encostadas um tempo, pra mexer depois ou por qualquer razão. O fato é que eu estou escrevendo muito, porque descobri que isso me ajuda a aliviar a maioria das minhas angústias e faxinar minha cabeça de pensamentos ruins. Algumas coisas que eu escrevo são puro vômito expressivo e não têm o menor compromisso de ficarem bacanas de ler, mas vez ou outra sai uma cria mais bonitinha, e eu já estou digitalizando bastante coisa para postar posteriormente.
Enfim, é isso aí.
Beijos
domingo, 24 de junho de 2012
"De minha alma para sua alma"
Esta conversa tem lugar em uma gruta escura,
parcialmente iluminada por uma pequena fogueira crepitante.
O mestre mira o jovem discípulo. As longas barbas
daquele, bem como seu ar majestoso de ancião, não bastam para ofuscar o brilho
jovial, até infantil, dos seus olhos. No entanto, é com seriedade que ele se
dirige ao aprendiz:
- Você, filho do Ar, deve administrar sua
natureza com cuidado, para que ela não se torne um mal perigoso para você. A
ignorância de seu potencial faz com que suas energias se percam e fluam de
maneira pouco proveitosa.
- Como assim? - pergunta o rapaz. É um garoto com
ar inocente e, neste momento, curioso - Não entendo como meu próprio potencial
possa ser perigoso sem que eu ao menos lhe conceda alguma atenção.
- Ora, você está vivo, rapaz, e o tempo não
deixará de transcorrer só porque você está desatento a ele. Seu potencial não
está congelado enquanto você é inconsciente a respeito dele. É como um barco a
navegar na água: se deixá-lo sem governo, o Vento não deixará de soprar-lhe as
velas.
- Mas não poderei garantir onde vou parar, certo?
- E nem a velocidade com que viajará. É preciso
canalizar seus poderes, jovem rapaz, para que eles não o conduzam por caminhos
indesejados.
- Mas, como posso dominar algo tão sutil e
invisível, Mestre?
- Há muitas etapas. Medite em sua respiração o
máximo possível. Após se alinhar com ela, passe a controlar seus passeios
mentais - o vento que lhe entra pelas narinas conduz o barco. Assim, evitará
ser levado descontroladamente a locais inóspitos ao espírito. Dançar com os
pensamentos faz parte da tarefa de quem se propõe a dançar com o Ar, jovem.
- Parece-me confusa essa relação...
- É mesmo? E como se chama, em sua terra, ao
garoto que facilmente se dispersa?
- Aéreo... Chegam a dizer que vive nas nuvens.
- Exato. Mas no entanto é preciso manter os pés
enraizados no chão, para não se perder nas nuvens dessa forma.
O garoto parece constrangido:
- Sabe, Mestre, tenho grande dificuldade para
isso.
- Faz muito sentido. Pense bem: você passou boa
parte de sua vida inconsciente das suas faculdades, e elas se voltaram a você,
em alguns momentos, como prejuízo.
O mestre aponta com a cabeça para a fogueira ao lado deles, e o discípulo dirige o olhar para ela, contemplando as chamas em sua agitação ondulada.
O mestre aponta com a cabeça para a fogueira ao lado deles, e o discípulo dirige o olhar para ela, contemplando as chamas em sua agitação ondulada.
- O Fogo sagrado, de poder interminável e ação
purificadora, se deixado de lado por uma atitude desatenta, pode vir a queimar
seu lar, e tudo a sua volta. Você, filho do Ar, se não conhece sua própria
natureza, tende a perder-se nas nuvens, ou sufocar a si próprio.
O rapaz já parece mais confortável:
- Entendo... - balança a cabeça devagar - Agora
eu entendo. Mas, o que mais posso fazer para mudar essa situação?
- Por ora, há mais um passo inicial importante. É
preciso que você exerça constantemente sua criatividade. Dê asas à sua
imaginação, para que ela possa ser embalada pelo vento que lhe corre por dentro.
- Pensei que a imaginação fosse feita de ilusões,
Mestre.
- Não necessariamente. Esse pensamento tira-lhe
as forças, jovem! Veja, você é filho do Ar. Dentro de você, existe a força
que anima! Se deixar seu vento soprar, no exercício
criativo, ele dará vida a coisas belas e você se sentirá mais leve, aliviado.
Essa é a primeira e mais fundamental das mágicas que você dominará. Se, no
entanto, você guardar todo esse sopro vital em seu interior, ele se acumulará,
e você será engolido pelo vendaval subsequente.
Novamente o jovem balança a cabeça em
entendimento. Faz-se um breve silêncio enquanto o aprendiz sente o ar entrar
por suas narinas, encher seu corpo e então deixá-lo esvaziar-se.
- Mestre, mal posso esperar para colocar em
prática estes ensinamentos.
- Fico muito feliz em ouvi-lo dizer isso. Mas
lembre-se: disciplina e atenção serão suas pernas nessa jornada. Para o que
puder, estarei ao seu lado.
O fogo já começa a cessar.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Brincando no Paint
É, eu não tinha mesmo o que fazer... A internet da Puc tinha caído e eu tinha que ficar lá por mais uma hora. Aí abri o Paint e fiz essa árvore na base do spray, como se fosse o começo de uma historinha em quadrinhos. Daí empolguei e deixei pra acabar em casa, mas não tive muito capricho nem criatividade. Além disso, o Paint do meu pc é diferente, e eu acabei usando outras ferramentas. Se alguém quiser sugerir uma continuação interessante pra essa página, ficarei feliz em desenhá-la. Mas a princípio foi só um exercício bobo que eu quis postar, ok? Tenho outro desenho do paint aqui, mas é extremamente porco e não tive coragem de publicá-lo. E é isso aí.
Aquele abraço.
... Alías, tô querendo muito desenhar um quadrinho de verdade, com papel e lápis mesmo, se alguém quiser brincar de roteirista, pode brincar comigo.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Flores e falos
A vida vem,
a vida venta e vendavai
Ar voraz brotam devagar
Flores e falos em
valsa,
colorindo o amor.
Vibram, jorram guarda
chuva ao céu
onde os anjos sondam
as
almas que se pensam mortais,
num silêncio solene
ondulam suaves os anjos
em eterna paz,
sussurrando palavras
sábias
aos aos ouvidos e às narinas atentos.
...
É, não sei se isso tem alguma qualidade poética, mas eu gostei, falou?
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